Metodologia

A partir de seus fundamentos, o Roda D´Água realizou 12 oficinas com professores(as), gestores(as) e educadores(as) ambientais. A proposta das oficinas foi conciliar desenvolvimento humano às temáticas socioambientais, especialmente no que diz respeito ao uso da água, do solo e da biodiversidade na região. 

 

Para isso, foi apresentado em cada oficina um conteúdo inspirado na antroposofia como ferramenta de desenvolvimento humano e proposta a elaboração de planos de trabalho individuais e coletivos para serem colocados em ação a curto, médio e longo prazo, seja no âmbito pessoal e/ou profissional.

 
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A antroposofia é uma ciência desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Propõe uma forma livre e responsável de pensar e perceber a realidade respeitando o ser humano e a realidade na qual está inserido.

Ao longo dos encontros, o grupo foi convidado a conhecer a Bacia Hidrográfica do Rio Paraitinga, especialmente na porção do município de São Luiz do Paraitinga, e entendê-la como um território de aprendizagem para a construção de conhecimentos socioambientais a partir da vivência e interação entre professores, alunos e comunidade escolar. 

 

Foi visto que a partir deste recorte é possível desenvolver e aprofundar competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e realizar a formação integral do(a) aluno(a) que estuda na rede municipal de São Luiz de forma que ele(a) compreenda a complexidade da realidade sentindo-se capaz de levantar dados, informações e refletir sobre elas para ampliar pesquisa, criar conhecimentos, identificar problemas e criar soluções. 

 

As oficinas foram realizadas em lugares diferentes, com o intuito de valorizar a vivência e a interação entre as pessoas do grupo. O grupo foi convidado a criar espaços de fala e escuta ativas e aprender através da própria experiência, na qual cada integrante pôde compartilhar seus posicionamentos e falar o que pensa, sente e faz.

 

Em cada oficina, perguntas norteadoras eram colocadas ao grupo para que fossem respondidas no nível do pensar, sentir e fazer. O grupo era dividido em pequenos grupos que se organizavam em rodas de conversas para que cada um tivesse a oportunidade de falar, escutar e sugerir encaminhamentos. Em seguida, o grupo se reunia organizado em uma grande plenária na qual cada pequeno grupo compartilhava suas principais percepções. O resultado é que todos os participantes têm a oportunidade de se ver e se reconhecer, seja através de sua experiência ou do outro; outro que, por sua vez, o complementa, o fortalece, o irmana.  

 

A metodologia das oficinas fez com que os participantes colocassem em prática o que é sugerido em teoria para se realizar no trabalho com seus alunos: levantar seus conhecimentos prévios, partilhar experiências, levantar dúvidas e elaborar perguntas, eleger um foco de pesquisa individual ou coletivo e ampliar seu aprendizado com as teorias já existentes.